FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Fotossíntese Artificial

Células solares que mimetizam o funcionamento do sistema de fotossíntese das plantas têm sido estudadas e desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com resultados que prometem uma nova geração de matérias-primas de baixo custo, em comparação com o silício usado na conversão da luz do Sol em eletricidade. As novas células solares sensibilizadas por corantes, também chamadas de DSC, sigla de dye-sensitized solar cells, têm se mostrado uma alternativa promissora para produção de energia elétrica em todo o mundo.

As dye-cells ou células fotoeletroquímicas são preparadas com dióxidos de titânio (TiO2), uma substância utilizada em pastas de dente e tintas brancas de parede, com propriedades semicondutoras. Mas como o dióxido de titânio não absorve luz por ser branco, é preciso recorrer a um corante adequado para sensibilizá-lo e promover a absorção da energia solar. Na Universidade de São Paulo, o grupo de pesquisa do Laboratório de Fotoquímica e Conversão de Energia tem testado corantes naturais com extratos de amora, jabuticaba, açaí, jambolão e outras frutas e flores que contêm pigmentos antioxidantes chamados antocianinas, com com cores características como vermelho, azul e roxo.



Basicamente, as células fotoeletroquímicas funcionam de maneira semelhante a uma bateria de celular, com dois eletrodos e,entre eles, um eletrólito, um meio condutor que faz o transporte das cargas elétricas por meio de íons. "O funcionamento dessas células que são montadas como um sanduíche, constitui um verdadeiro sistema químico integrado". Esse sistema é constituído por um corante com alta absorção de luz, que separa e transfere a carga elétrica para o dióxido de titânio e é regenerado pelo pelo eletrólito. As cargas elétricas separadas nesse processo se recombinam após passar por um circuito externo, fazendo com que ocorra a criação de uma corrente elétrica.

Um problema básico das dye-cells é que a sua eficiência ainda é mais baixa do que as células solares inorgânicas de silício utilizadas atualmente. Enquanto as células comerciais à base de silício policristalino têm eficiência média de 11%, dye-cells chegam a 7% ou 8% em laboratório. Apesar da menor eficiência, a tecnologia é promissora. A previsão de custo em escala industrial sora. A previsão de custo em escala industrial é cerca de 50% menor do que o de uma célula de silício. "Como a presença de pequenos impurezas no semicondutor não constitui problema para o funcionamento das dye-cells, são dispensados procedimentos complicados necessários para a fabricação das células de silício como o uso de sala limpa e de roupas especiais.

No Brasil, o potencial de geração de energia fotovoltaica é de 10 mil megawatts (MW) quase uma usina de Itaipu, mas não é possível aproveitá-la totalmente porque é necessário ter espaço disponível para a instalação de usinas de energia solar. Até agora apenas 12 MW estão efetivamente instalados em comunidades isoladas, enquanto outras 80 integram sistemas conectados à rede elétrica, mas em caráter experimental. O Brasil é um grande exportador de quartzo, matéria-prima usada para fabricar o silício de grau solar, mas não domina a tecnologia de produção desse material semicondutor com alto valor agregado.

fonte: livro de biologia Cézar, Sezar e Caldini 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Ouriço-do-mar de espinhos longos



O ouriço-do-mar de espinhos longos (Diadema setosum) podendo chegar aos 60 cm vive próximo ao litoral, em regiões costeiras do oceano Índico e Pacífico. Ele é recoberto de longos espinhos, geralmente de cor roxa, mas às vezes brancas. Entre os espinhos longos, há outros mais curtos. O ouriço pode movimentar seus espinhos em diversas direções. Equilibrando-se nesses espinhos, ele "passeia" devagar pela superfície do fundo do mar.

Seres marinhos, como minúsculos peixes e camarões, encontram abrigo no ouriço. Esses pequenos animais se escondem entre os espinhos, onde ficam a salvo. Embora os ouriços geralmente não sejam venenosos, seus espinhos são aguçados e quebram-se com facilidade. Se você se espetar com um deles, será muito difícil removê-lo e o ferimento é doloroso. A boca do ouriço-do-mar fica sob seu corpo. Ele se alimenta de algas, que raspa do coral com suas mandíbulas afiadas.

fonte: revista Mini Monstros

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Besouro-violino



  • Nome científico: Mormolyce phyllodes
  • Dimensões: até 10 cm
  • Área de ocorrência: Ásia
  • Hábito alimentar: Lagartas, caracóis e outros besouros.
  • Reprodução: Enquanto é larva, o besouro-violino rasteja vagarosamente pelo chão. Mas quando atinge seu tamanho adulto, ele sobe nas árvores e passa a viver numa fresta da casca. Mesmo grande, o corpo bem achatado lhe permite encaixar-se facilmente sob a casca. 
  • Curiosidade: O besouro-violino sai do seu esconderijo assim que escurece e vai em busca de uma presa. Ele come lagartas, caracóis e, às vezes, outros besouros. À noite, é difícil enxergá-lo, pois ele é quase transparente e se movimenta com bastante agilidade. Infelizmente, o besouro,violino é muito raro, devido à destruição das florestas tropicais do sudeste da Ásia, onde vive. O curioso é que, lá, a madeira cortada destina-se em grande parte à produção dos pauzinhos que os orientais usam para comer.  
fonte: revista Mini Monstros

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Formiga-correição

A formiga-correição (Eciton burchelli) que pode chegar a 2 cm, vive em colônias enormes, de centenas de milhares de formigas, vivendo nas florestas da América do Sul e América Central. No centro da colônia fica a rainha, que põe a totalidade dos ovos. O nome "correição"significa o ato de corrigir, fiscalizas. Comum no Brasil, a formiga-correição também é chamada de guerreira, saca-saia e tanoca.



As operárias e soldados trabalham em equipe para alimentar e proteger a rainha e seus filhotes. A operária captura e traz presas, e ainda cuida dos filhotes. A tarefa dos soldados é defender a colônia.
As formigas-correição não se fixam no mesmo lugar por mais de três semanas. Passado esse tempo, elas partem em busca de outro local para se instalar. Os pesquisadores acreditam que elas fazem essas migrações para procurar novas fontes de alimento.



As formigas marcham em coluna, com algumas operárias servindo de batedores. Estas escolhem a direção e deixam uma trilha de cheiro para as outras seguirem. Os soldados caminham ao lado da coluna, com o dobro do tamanho das operárias, possuem grandes mandíbulas e um ferrão mortífero. Atacam qualquer minibicho que se aproxime, fazendo-o em pedaços.
Ao anoitecer, as formigas param para descansar. Mas logo ao escurecer começam a construção do formigueiro, que não é feito de gravetos e sim de corpos de formigas. Primeiro, algumas operárias escolhem um local protegido, por exemplo. Prendem-se ao tronco com suas garras, e então mais e mais operárias se juntam a elas, encadeando seus corpos como correntes feitas de clipes para papel. As correntes se unem e formam uma enorme bola de 1 m de diâmetro, composta de 150.000 a 700.000 formigas. À meia-noite o formigueiro está pronto, com a rainha lá dentro da bola.




Depois de duas ou três semanas em marcha, as formigas param e montam uma nova base, chamada bivaque. O formigueiro é constituído da mesma maneira que os anteriores. Pela manhã, aquecidas pelo sol, as operárias acordam e, aos milhares, saem para caçar. Espalham-se em leque, o grupo forma uma frente de 15 m. As formigas atacam qualquer animalzinho que apareça em seu caminho, matando-o suas fortes mandíbulas. As formigas se afastam uns 100 m do formigueiro para buscar alimento. Oito vezes ao ano, a rainha deposita de 100.000 a 300.000 ovos. Dentre todos os filhotes que nascem, apenas um se tornará uma nova rainha, com sua própria colônia.

fonte: revista Mini Monstros

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Insetos surgiram há 480 milhões de anos, diz estudo

Os primeiros insetos voadores teriam se originado há 400 milhões de anos, quase 200 milhões de anos antes de os pterossauros desenvolverem a mesma habilidade.



Os primeiros insetos que habitaram o planeta surgiram há cerca de 480 milhões de anos, e 80 milhões de anos depois desenvolveram a habilidade de voar. A descoberta é de uma pesquisa publicada nesta sexta-feira na revista Science, na qual participaram mais de cem cientistas de dezesseis países.
“Nossa pesquisa mostra que os insetos se originaram ao mesmo tempo em que as primeiras plantas terrestres, há cerca de 480 milhões de anos”, disse o diretor da Coleção Nacional Australiana de Insetos da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), David Yeates, em comunicado da organização. “Os primeiros insetos provavelmente se pareciam com a atual traça”, disse o cientista. Essa data é 70 milhões de anos anterior ao fóssil de inseto mais antigo já encontrado.

Os pesquisadores analisaram 1 478 genes de 144 espécies, abrangendo todos os principais grupos de insetos. Segundo eles, os primeiros provavelmente evoluíram de um grupo de crustáceos venenosos denominado Remipedia. "Há 480 milhões de anos, os oceanos estavam cheios de vida, mas sobreviver fora da água era desafiador", descreve Karl Kjer, biólogo da Universidade Rutgers, em New Jersey, nos Estados Unidos, que também participou do estudo. "As plantas e os insetos evoluíram simultaneamente, um afetando o outro."
Alçando voo — Os primeiros insetos voadores teriam se desenvolvido há 400 milhões de anos. "Essa transformação, que ocorreu quando as plantas terrestres começaram a atingir altura, demonstrou a capacidade dos insetos de se adaptar rapidamente às mudanças ambientais", explicou Yates. Quase 200 milhões de anos se passariam até que os pterossauros desenvolvessem a capacidade de voar.

"Dois terços de todas as espécies animais são insetos", lembra Bernhard Misof, pesquisador do Museu Alexander Koenig de Pesquisa Zoológica, na Alemanha, um dos líderes do estudo. "Eles são partes importantes no ecossistema terrestre, junto com as plantas."

fonte: veja.abril.com.br

Maior Besouro do mundo

O cerambicídeo-gigante (Titanus giganteus) é o maior de todos os besouros conhecidos pela Entomologia, e figura entre as maiores espécies de insetos do mundo. Seu habitat são as florestas tropicais localizadas ao norte da América do Sul, especialmente na região norte do Brasil, nas Guianas e na Colômbia, podendo ser encontrados também no Equador e no Peru.



Os exemplares adultos desta espécie podem atingir com facilidade 17 cm de comprimento, isso sem contar o tamanho das enormes antenas que possuem. Costuma se dizer que suas grandes mandíbulas são fortes o suficiente para cortarem um lápis de madeira. Isso se dá por que esta família de besouros chamada "Cerambycidae" (cujas espécies são conhecidas popularmente como "serra-paus") se utiliza dessas grandes mandíbulas para cortarem galhos de árvores onde as fêmeas depositam os seus ovos.


Considera-se que os indivíduos adultos não se alimentam, vivendo às custas das reservas de energia adquiridas durante sua fase larval. Durante a fase adulta, cuja duração é apenas algumas semanas, buscam um parceiro para reproduzir-se.

Desmatamento avança 467% na Amazônia, afirma ONG

Levantamento mostra que 244 km² da floresta foram desmatados em outubro, ante 43 km² no mesmo mês do ano passado. 
O desmatamento na Amazônia Legal chegou a 244 km² em outubro, um aumento de 467% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram desmatados 43 km². O monitoramento, não oficial, foi feito pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), da organização de pesquisa Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), de Belém. Em outubro, 72% do território da Amazônia Legal foi monitorado — e não 100%, por causa da cobertura de nuvens. No mesmo período, no ano anterior, o monitoramento abrangia 69% do território.



No último boletim do Imazon, relativo ao período de agosto a setembro de 2014 — os dois primeiros meses do calendário oficial de medição do desmatamento —, foi registrada uma perda florestal acumulada de 838 km², um aumento de 191% em relação ao mesmo período de 2013, quando foram desmatados 288 km².

Segundo a Imazon, no mês passado, Rondônia foi novamente o Estado mais afetado, concentrando 27% do desmatamento. O restante se distribuiu entre Mato Grosso (23%), seguido por Pará (22%) e Amazonas (13%), com menor ocorrência em Roraima (9%), Acre (5%) e Amapá (1%).

Além dos dados correspondentes ao corte raso, o Imazon divulgou números sobre a degradação florestal — as áreas onde a floresta não foi inteiramente suprimida, mas intensamente explorada ou atingida por queimadas. Em outubro, as florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 468 km². Em relação a outubro de 2013, houve um aumento de 1.070%, quando a degradação florestal somou 40 km².
"Embora os dados não sejam oficiais, o SAD põe em dúvida a eficácia das atuais políticas de prevenção e controle ao desmatamento às vésperas de um evento internacional, que tem como desafio obter compromissos entre os países para reduzir as emissões de gases de efeito estufa", destacou a Imazon em uma nota de imprensa, em alusão à XX Conferência sobre Mudanças Climáticas, que será celebrada em Lima, no Peru, entre 1.º e 12 de dezembro de 2014.

Para enfrentar o desmatamento da Amazônia, cada vez mais sofisticado, as autoridades brasileiras anunciaram, no começo do mês, a adoção de um novo e refinado sistema de alerta por satélites, assim como uma estratégia mais concentrada no crime organizado. O Brasil conseguiu reduzir o desmatamento, que alcançou 27.000 km2 em 2004, para 4.571 km2 no período 2011/2012, o mínimo histórico.

Os dados oficiais do último período 2013/2014, encerrado em agosto, serão divulgados no fim de novembro, mas dados parciais de detecção por satélite indicam que o desmatamento teria voltado a crescer.

fonte: veja.abril.com.br

Emissões brasileiras de gases estufa aumentaram 7,8% em 2013

Novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de termelétricas.



As emissões brasileiras de gases do efeito estufa aumentaram 7,8% em 2013, comparado ao ano anterior. Os dados, divulgados nesta quarta-feira, são do Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases do Efeito Estufa), sistema paralelo ao do governo federal. Isso significa que a quantidade emitida aumentou de 1,45 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (medida usada para comparar emissões de gases do efeito estufa, com base no dióxido de carbono) para 1,56 bilhão.

O novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de termelétricas, que necessitam de combustíveis fósseis. O total de emissões por pessoa atingiu 7,8 toneladas de CO2, ante 7,5 toneladas em 2012.

Na divisão por Estado, o Pará é o líder das emissões, com 175,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente, a maior parte vinda do desmatamento da Amazônia. Em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 147 milhões de toneladas, também decorrentes principalmente pela destruição da vegetação.

fonte: veja.abril.com.br

Questões Ecologia

ENEM-2011
Certas espécies de algas são capazes de absorver rapidamente compostos inorgânicos presentes na água, acumulando-os durante seu crescimento. Essa capacidade fez com que se pensasse em usá-las como biofiltros para limpeza de ambientes aquáticos contaminados, removendo, por exemplo, nitrogênio e fósforo de resíduos orgânicos e metais pesados provenientes de rejeitos industriais lançados nas águas. Na técnica do cultivo integrado, animais e algas crescem de forma associada, promovendo um maior equilíbrio ecológico.
A utilização da técnica do cultivo integrado de animais e algas representa uma proposta favorável a um ecossistema mais equilibrado porque:
a) os animais eliminam metais pesados, que são usados pelas algas para a síntese de biomassa.
b) os animais fornecem excretas orgânicos nitrogenados, que são transformados em gás carbônico pelas algas.
c) as algas usam os resíduos nitrogenados liberados pelos animais e eliminam gás carbônico na fotossíntese, usado na respiração aeróbica.
d) as algas usam os resíduos nitrogenados provenientes do metabolismo dos animais e, durante a síntese de compostos orgânicos, liberam oxigênio para o ambiente
e) as algas aproveitam os resíduos do metabolismo dos animais e, durante a quimiossíntese de compostos orgânicos, liberam oxigênio para o ambiente.
Gabarito: Letra - D
ENEM-2011
Os vaga-lumes machos e fêmeas emitem sinais luminosos para se atraírem para o acasalamento. O macho reconhece a fêmea de sua espécie e, atraído por ela, vai ao seu encontro. Porém, existe um tipo de vaga-lume, o Photuris, cuja fêmea engana e atrai os machos de outro tipo, o Photinus, fingindo ser desse gênero. Quando o macho Photinus se aproxima da fêmea Photuris, muito maior que ele, é atacado e devorado por ela.
A relação descrita no texto, entre a fêmea do gênero Photuris e o macho do gênero Photinus, é um exemplo de:
A) comensalismo.
B) inquilinismo.
C) cooperação.
D) predatismo.
E) mutualismo.
Gabarito: Letra D
ENEM-2010
Os frutos são exclusivos das angiospermas, e a dispersão das sementes dessas plantas é muito importante para garantir seu sucesso reprodutivo, pois permite a conquista de novos territórios. A dispersão é favorecida por certas características dos frutos (ex: cores fortes e vibrantes, gosto e odor agradáveis, polpa suculenta) e das sementes (ex: presença de ganchos e de outras estruturas fixadoras que se aderem às penas e pelos de animais, tamanho reduzido, leveza e presença de expansões semelhantes à asas).
Nas matas brasileiras, os animais da fauna silvestre têm uma importante contribuição na dispersão de sementes e, portanto, na manutenção da diversidade da flora. Das características de frutos e sementes apresentadas, quais estão diretamente associadas a um mecanismo de atração de aves e mamíferos?
a) Ganchos que permitem a adesão aos pelos e penas.
b) Expansões semelhantes a asas que favorecem a flutuação.
c) Estruturas fixadoras que se aderem as asas das aves.
d) Frutos com a polpa suculenta que fornecem energia aos dispersores.
e) Leveza e tamanho reduzido das sementes, que favorecem a flutuação.
Gabarito: Letra D
ENEM-2009
A fotossíntese é importante para a vida na Terra. Nos cloroplastos dos organismos fotossintetizantes, a energia solar é convertida em energia química que, juntamente com água e gás carbônico (CO2), é utilizada para a síntese de compostos orgânicos (carboidratos). A fotossíntese é o único processo de importância biológica capaz de realizar essa conversão. Todos os organismos, incluindo os produtores, aproveitam a energia armazenada nos carboidratos para impulsionar os processos celulares, liberando CO2 para a atmosfera e água para a célula por meio da respiração celular. Além disso, grande fração dos recursos energéticos do planeta, produzidos tanto no presente (biomassa) como em tempos remotos (combustível fóssil), é resultante da atividade fotossintética.
As informações sobre obtenção e transformação dos recursos naturais por meio dos processos vitais de fotossíntese e respiração, descritas no texto, permitem concluir que:
A) o CO2 e a água são moléculas de alto teor energético.
B) os carboidratos convertem energia solar em energia química.
C) a vida na Terra depende, em última análise, da energia proveniente do Sol.
D) o processo respiratório é responsável pela retirada de carbono da atmosfera.
E) a produção de biomassa e de combustível fóssil, por si, é responsável pelo aumento de CO2 atmosférico
Gabarito: Letra C

sexta-feira, 21 de março de 2014

Humanos podem distinguir pelo menos 1 trilhão de cheiros

Estimativa anterior era de 10.000 odores. Segundo cientistas, número deve ser ainda maior


Uma nova pesquisa revelou que os humanos são capazes de distinguir pelo menos 1 trilhão de cheiros diferentes. A descoberta foi feita por cientistas do Instituto Médico Howard Hughes (HHMI, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, após testes de laboratório, e será publicada na nesta sexta-feira na revista Science.

Na década de 1920, a literatura científica estimou que os humanos seriam capazes de discriminar cerca de 10.000 odores diferentes, um cálculo jamais testado. "Esse número só podia estar errado", diz a bioquímica Leslie Vosshall, pesquisadora do HHMI. Segundo ela, não fazia sentido que os humanos tivessem menos habilidade de discriminar cheiros do que cores. Nosso olho, diz Leslie, têm três receptores que trabalham juntos para identificar até 10 milhões de cores, enquanto o nariz possui 400 receptores olfativos.

Leslie e seu colega Andreas Keller, cientista da Universidade Rockefeller, usaram 128 moléculas odoríferas para criar fragrâncias em grande parte desconhecidas. "Nós não queríamos que os odores fossem fáceis de reconhecer. Por isso, a maioria era bastante desagradável e estranha", diz Leslie.

Os cientistas apresentaram aos 26 voluntários três frascos de perfume por vez, dois que combinavam e um que era diferente, e perguntaram qual era o destoante. Cada participante fez 264 comparações. Os pesquisadores registraram a frequência das respostas certas e estimaram quantos cheiros os voluntários seriam capazes de diferenciar se fossem submetidos a todas as combinações das 128 moléculas odoríferas. Chegaram, então, ao número mínimo de 1 trilhão.


"Acho que fomos todos surpreendidos com o quão ridiculamente alta é a mais conservadora das estimativas. Na verdade, há muito mais do que 128 odores, de modo que o número real será muito, muito maior", diz Leslie. "Nosso estudo mostrou que a habilidade humana de diferenciar cheiros é bem maior do que qualquer pessoa poderia imaginar. Espero que a descoberta reverta a reputação de mal farejadores dos seres humanos."

Fonte: veja.abril.com.br/

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Abelhas domesticadas podem estar levando doenças fatais às primas silvestres

População de abelhas, tanto a de cativeiro quanto a selvagem, está em declínio no mundo


Abelhas domesticadas doentes podem estar infectando suas primas silvestres, segundo um estudo publicado na revista Nature, nesta quarta-feira. A constatação é preocupante, porque esses insetos polinizadores são vitais para a agricultura de todo o mundo.

A população de abelhas, tanto a de cativeiro quanto a selvagem, está em declínio na Europa, na América e na Ásia por razões que os cientistas ainda tentam entender. No novo estudo, pesquisadores encontraram evidências de que as abelhas silvestres Bombus terrestris estão sendo afetadas por vírus ou parasitas das primas produtoras de mel.

Em um experimento em laboratório, os cientistas expuseram abelhas silvestres a dois patógenos — o vírus de asa deformada e o parasita Nosema ceranae —, para constatar se elas podiam contrair doenças conhecidas por afetar as produtoras de mel. "Nós detectamos que esses patógenos realmente são contagiosos e reduzem a longevidade dos insetos significativamente", disse o coautor da pesquisa Matthias Fuerst, da Universidade de Londres. A expectativa de vida das operárias silvestres, que é de 21 dias, se reduz em um terço ou um quarto, em caso de infecção.

Em uma segunda etapa, os cientistas capturaram Bombus terrestris, conhecidas como abelhões, e abelhas melíferas em 26 regiões da Grã-Bretanha, examinando-as para identificar alguma infecção. Constataram que, nos mesmos locais, ambas tinham níveis similares dos patógenos analisados, o que indicava uma conexão entre elas.

Por fim, a equipe verificou que as abelhas melíferas e silvestres coletadas em lugares iguais tinham mais cepas intimamente ligadas do mesmo vírus do que os insetos de outros locais, um claro indicador de transmissão da doença entre as espécies. Embora não tenham conseguido demonstrar definitivamente que os patógenos passaram das abelhas melíferas para os abelhões, e não o contrário, os cientistas afirmaram que essa seria a conclusão lógica. Mais abelhas melíferas do que abelhões se infectaram, e as melíferas infectadas tinham níveis virais mais elevados do que os abelhões.

Segundo os cientistas, o principal veículo da infecção foi a visita às flores, uma vez que os animais transportam patógenos em sua trajetória. Os insetos também podem espalhar doenças ao invadir as colmeias umas das outras em busca de mel ou néctar.

O misterioso sumiço das abelhas — Apicultores conseguem tratar doenças nas colmeias, mas insetos silvestres não podem ser medicados. "Não podemos sair procurando colmeias para tratar as abelhas", explicou Mark Brown, coautor do estudo. "Já é um desafio tratar populações selvagens de mamíferos onde há um pequeno número de indivíduos e os animais são grandes."

A solução, segundo Brown, é evitar a disseminação a partir de colmeias de melíferas. "Precisamos que elas sejam tão limpas quanto possível, de forma que a contaminação do meio ambiente seja mitigada." O declínio na população mundial de abelhas tem sido atribuído a causas diversas, tais como o uso de pesticidas agrícolas, práticas de monocultura que destroem as fontes de alimento dos insetos, vírus, fungos, ácaros, ou uma combinação desses fatores.

Um informe da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) diz que os insetos polinizadores contribuem com a produtividade de pelo menos 70% dos grandes cultivos humanos. O valor econômico dos serviços de polinização foi estimado em 153 bilhões de euros (500 bilhões de reais) em 2005. As abelhas, especialmente os abelhões, respondem por 80% da polinização feita por insetos. "Esta é uma preocupação séria porque as abelhas fornecem os serviços de polinização do ecossistema, sem o qual perderíamos grande parte dos nossos cultivos e uma grande proporção da nossa biodiversidade natural", disse Brown.

http://veja.abril.com.br/