sexta-feira, 5 de abril de 2013

Fisiologia dos Mamíferos

A pele dos mamíferos tem estrutura bem complexa do que a dos demais vertebrados. Além dos pelos e das glândulas sudoríparas, que se relacionam ao controle da temperatura, há glândulas sebáceas, que lubrificam a pele. A pele também apresenta anexos, como unhas, garras, cascos, espinhos, placas córneas, cornos e chifres. Todos esses anexos apresentam queratina em sua construção e têm diferentes funções.







Os mamíferos apresentam uma dentição bastante especializada; na maioria das espécies, os dentes distribuem-se em quatro categorias gerais: os incisivos, próprios para roer, raspar e cortar o alimento; os caninos, pontiagudos, próprios para perfurar, rasgar e prender; e os pré-molares e os molares, adaptados à mastigação e trituração, esmagando o alimento. Em algumas espécies, como é o caso de tatus, preguiças, golfinhos e onças todos os dentes são de um mesmo tipo, não diferenciado.

Dentre os hábitos alimentares dos mamíferos, vale destacar o dos ruminantes, que são mamíferos cujo sistemas digestórios apresenta adaptações que lhes permitem um melhor aproveitamento da matéria vegetal da qual se alimenta. Esses animais pertencem à ordem dos artiodáctilos (animais dotados de casco, ou ungulados, que se apoiam sobre um número par de dedos). Os ruminantes são maioria dentro dessa ordem, representados pelos bovídeos (bois, búfalos, bisões, cabras, carneiros, antílopes), os cervídeos (cervos, veados, renas, caribus, alces), os camelídeos (camelos, dromedários, lhamas, alpacas) e os girafídeos (girafas, ocapis). Como e exemplos de artiodáctilos não ruminantes podem ser citados os hipopótamos e os porcos.

Em termos gerais, a ruminação consiste no fato de que o animal ingere o alimento (folhagem) em grandes porções, armazenando-a em seu estômago e, mais tarde, faz com que o alimento volte à boca, para ser mastigado. Somente depois de ser deglutido uma segunda vez, o alimento sofrerá a ação de enzimas digestivas produzidas pelo tubo digestório e pelas glândulas anexas a ele.







Para que esse processo ocorra, os ruminantes têm o estômago dividido em quatro compartimentos anatomicamente distintos. Pela ordem, o alimento passa sucessivamente pela(o):

1. pança ou rúmen, onde a matéria vegetal é inicialmente armazenada e amolecida pela grande quantidade de saliva secretada na boca. Aí ocorre a ação de enzima celulase, responsável pela digestão da celulose; essa enzima, porém, não é produzida pelo animal, mas sim por certas espécies de bactérias simbiontes que vivem no interior do rúmen. Essas bactérias produzem também vitaminas e outras substâncias úteis ao hospedeiro e obtêm dele alimento e abrigo.

2. barrete ou retículo, responsável pela formação de pequenos “bolos” de matéria vegetal já semidigerida na pança, que são enviados de volta à boca para serem mastigados;

3. folhoso ou omaso, onde ocorre a reabsorção da água presente no bolo alimentar;

4. coagulador ou abomaso, que apresenta glândulas secretoras de enzimas digestivas, funcionando como estômago químico.

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