FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

segunda-feira, 2 de março de 2015

Branco ou azul? A ciência explica a confusão causada pela cor do vestido

A falta de referências de cor próximas e de informações sobre o tipo de luz na foto permitem que o cérebro interprete a cena de jeitos distintos.

A foto de um vestido circulou nas redes sociais na noite desta quinta-feira provocando controvérsia: algumas pessoas o enxergam azul com rendas pretas enquanto outras juram que a peça é branca com rendas douradas.
Quem postou a foto na internet foi a cantora escocesa Caitlin McNeill, alegando que ela e seus amigos não concordavam sobre a cor da peça. A imagem se espalhou pelas redes sociais e o debate ganhou o mundo. Uma pesquisa feita pelo site Buzzfeed, respondida por 2,5 milhões de pessoas, mostrou que 70% delas viam o vestido branco e dourado. Estavam enganadas. Caitlin revelou que o vestido é azul e preto.
Uma das primeiras hipóteses levantadas para explicar o fenômeno foi a diferença das telas de celulares e computadores nas quais as pessoas viam a imagem. Esta teoria foi rapidamente derrubada, porque pessoas olhando a foto no mesmo aparelho ainda discordavam sobre a cor do vestido.
A ilusão é um efeito provocado pelo mecanismo do nosso cérebro que faz com que a gente enxergue as cores de forma constante. Denominado constância da cor, o fenômeno permite que a gente saiba que, em um local escuro ou sob intensa luz solar, os objetos têm as mesmas cores, ainda que aparentem estar diferentes.
Olhos - Nossos olhos possuem três tipos de cones, células com capacidade de reconhecer cor: um para o azul, outro para o verde e o último para o vermelho. Quando a luz refletida por algum objeto chega a essas células, cada cone registra a intensidade da sua cor naquela luz. Ao serem ativadas as regiões que reconhecem azul e vermelho, por exemplo, o cérebro calcula que o objeto tem um tom de magenta.

"Se um objeto está sendo iluminado pelo Sol, uma cor vem para os sensores do olho, mas se o mesmo objeto for iluminado por uma lâmpada fluorescente, essa cor já fica diferente", explica Maria José Santos Pompeu Brasil, pesquisadora do departamento de física de matéria condensada do Instituto de Física da Unicamp. Como o cérebro está acostumado com as mudanças de fontes luminosas no cotidiano, ele trabalha para equilibrar esse efeito.
No entanto, em uma situação em que a fonte que ilumina o objeto não está explícita e faltam referências de cor ao seu redor, cada um pode interpretar a imagem como quiser e, inconscientemente, obter resultados distintos. "A foto do vestido não tem boa informação de luminosidade, nem outros objetos próximos que deem uma referência de sua cor", afirma a pesquisadora. "Assim, nosso cérebro define qual fonte luminosa ele acha que é, mas sem boas dicas cada pessoa pode tirar conclusões diferentes."
Maria explica que, em geral, ilusões de ótica são feitas para enganar todas as pessoas igualmente. Neste caso, algumas pessoas veem a cor verdadeira do vestido e outras não. "Por isso a imagem é surpreendente", diz.

fonte: veja.abril.com.br

Arachnida

Os aracnídeos são representados pelas aranhas, escorpiões, opiliões e ácaros, entre outros grupos menos conhecidos. Apresentam o corpo bem característico, dividido em prossoma e opistossoma, quatro pares de pernas locomotoras e um par de pedipalpos, além do par de quelíceras é a apomorfia que justifica a inserção dos aracnídeos nos Chelicerata.
Os Arachnida são bem diversificados, ocupando vários nichos de ambientes terrestres em todas as regiões geográficas, exceto os pólos. Encontram-se aracnídeos em árvores, em troncos caídos, sob rochas, em regiões desérticas, semi-áridas e locais úmidos, sendo que algumas aranhas e ácaros se adaptam a uma vida aquática, vivendo, por exemplo, sob a água em bolhas de ar. Existem espécies ectoparasitas de animais e plantas, e espécies de vida livre.
As relações entre os grupos de aracnídeos não está bem definida, porém se sabe que os escorpiões apresentam um número considerável de plesiomorfias, tais como segmentação nos tagmas e pulmões foliáceos. As quelíceras com quela também podem ser consideradas uma plesiomorfia.

fonte: livro Invertebrados: Manual de Aulas Práticas

Cibele S. Ribeiro-Costa, Rosana Moreira da Rocha

Acarina

É o grupo mis diversificado dos quelicerados, não apenas em comportamento e ambientes de vida, como também na forma estrutural do corpo. Ácaros e carrapatos ocorrem em todas as latitudes. Podem ser de vida livre, terrestre ou aquática, sendo a maioria de água doce. Os terrestres vivem no solo, em folhiço ou em material em decomposição.
Os parasitas podem ter como hospedeiro tanto banimais como vegetais, alguns sendo vetores de doenças.
O sucesso desse grupo está relacionado com o tamanho reduzido do corpo, que facilita a adaptação a vários ambientes a que outros aracnídeos não tiveram acesso. A maioria das espécies apresenta poucos milímetros, mas alguns carrapatos podem atingir 3 cm de comprimento. Algumas características apomórficas do grupo são a perda da segmentação e a fusão dos dois tagmas principais do corpo, prossoma e opistossoma. Nos grupos em que ocorre segmentação, esta é secundaria. A terminologia utilizada para a descrição da divisão do corpo de Acarina difere daquela utilizada nos outros grupos de quelicerados e não existe uma uniformidade entre os autores. Optou-se pela terminologia que descreve a presença de dois tagmas: o gnatossoma, tagma anterior que contém as quelíceras e pedipalpos, e o idiossoma, tagma posterior que contém os outros apêndices locomotores.
A reprodução de Acarina envolve cópula realizada por meio de um pênis. Nos grupos parasitas, após a cópula, a fêmea cai no solo e deposita seus ovos. Durante o desenvolvimento, ocorre um estágio ninfal, com três pares de pernas.

fonte: livro Invertebrados: Manual de Aulas Práticas

Cibele S. Ribeiro-Costa, Rosana Moreira da Rocha

Chelicerata

Os Chelicerata compreendem as aranhas, escorpiões, ácaros, escorpiões-vinagre e aranhas-do-mar, entre outros, os quais são incluídos nos táxons Arachnida, Xyphosura e Pycnogonida. O extenso registro fossilífero dos quelicerados mostra que a origem desse grupo deu-se no Pré-Cambriano, em ambientes marinhos. Atualmente, apenas Xyphosura e Pycnogonida apresentam representantes marinhos e, entre os Arachnida, apenas alguns ácaros e aranhas invadiram secundariamente o ambiente aquático, como uma adaptação secundaria. Chelicerata é o segundo maior grupo de invertebrados terrestres, com cerca de 65.000 espécies conhecidas, perdendo apenas para os insetos.
Os Chelicerata formam um grupo monofilético dentro de Arthropoda, tendo como principal sinapormorfia a presença de quelíceras. Pycnogonida, as aranhas-do-mar, apesar de apesentarem uma probóscide, pernas ovígeras e opistossoma reduzido, deve ser o grupo-irmão de Xyphosura + Arachnida. Os Merostomata, que tradicionalmente reuniam Xyphosura (os límulus) e Eurypterida (escorpiões-marinhos, já extintos) não deve formar um grupo monofilético, uma vez que os Eurypterida –um grupo extinto de água doce- estariam mais relacionados com os Arachnida que com os Xyphosura.
Como todos os artrópodes, os quelicerados apresentam um exoesqueleto quitinoso e apêndices articulados, porém apresentam características únicas, como a divisão do corpo em prossoma e opistossoma. O primeiro é formado pela fusão do céfalon original de Ecdysozoa e alguns outros segmentos, apresentando seis pares de apêndices. O primeiro par de apêndices recebe o nome de quelíceras, têm um número reduzido de artículos, com forma de garra ou quela e são homólogas às antenas dos insetos ou as antenas anteriores dos crustáceos. O segundo par de apêndices, os pedipalpos têm origem no terceiro segmento. Os quatro pares de apêndices restantes são as pernas locomotoras, correspondendo ao quarto, quinto, sexto e sétimo segmento.
A conquista do meio terrestre está associada a diversas modificações nos sistemas respiratório, excretor, no mecanismo de contenção de água, na locomoção e nas estratégias alimentares. Com relação à respiração, os quelicerados passaram de uma respiração branquial (já que o ancestral era marinho) para uma respiração aérea. Os pulmões foliáceos são uma modificação das brânquias foliáceas, encontradas nos Xiphosura. Quelicerados mais derivados apresentam também um sistema traqueal análogo (mas não homólogo) ao dos insetos.
Com relação à excreção, originalmente de amônia nos ambientes aquáticos, passa a ser de guanina, xantina e ácido úrico, este último característico de animais de hábitos terrestres. A excreção nos quelicerados terrestres dá-se por meio das glândulas coxais e túbulos de Malpighi. As glândulas coxais são homólogas aos metanefrídios, presentes também em onicóforos e tardígrados. Os túbulos de Malpighi em aracnídeos são, mais uma vez, análogos mas não homólogos às estruturas com esse mesmo nome nos Tracheata.
Para evitar a perda d’água pela parede do corpo, há uma cerificação do exoesqueleto. O mecanismo de locomoção, que no ancestral era natatório, no ambiente terrestre passou a ser ambulatorial, com músculos fortes para impulsionar o corpo e deixa-lo pouco acima do solo, o que permitiu deslocamentos rápidos.
As estratégias alimentares também sofreram alterações. A maioria dos quelicerados regurgita enzimas digestivas, apresentando digestão inicial externa, seguida de ingestão de suco alimentar formado pelo alimento pré-digerido. Tanto as quelíceras como os pedipalpos estão modificados para capturar e, em alguns, para dilacerar suas presas.
Os ácaros formam o grupo que sofreu mais alterações na estrutura corporal, possibilitando novas formas de alimentação. Nesse grupo, o conjunto das quelíceras e pedipalpos forma um cone bucal adaptado para picar e sugar e, assim, esses quelicerados são os únicos que apresentam herbivoria e hematofagia. Os herbívoros alimentam-se de sucos vegetais, perfurando o tecido e sugando seiva ou parênquima e os hematófagos são ectoparasitas, perfurando o tecido do corpo e sugando o sangue de seus hospedeiros. O demais quelicerados, inclusive Pycnogonida, são predadores.

fonte: livro Invertebrados: Manual de Aulas Práticas

Cibele S. Ribeiro-Costa, Rosana Moreira da Rocha